sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sharlene : A Paranormal. Texto e Direção - Jiddu Saldanha

Sharlene: A Paranormal
Ator - Joás Teodora
Foto: Fernanda Rigon
Sharlene, é um texto que nasceu a partir de um argumento da produtora cultural Rafaela Medeiros, durante um exercício teatral da "Mascarada", coordenado por Italo Luiz Moreira, no OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio. Foi neste exercício que Rafaela mostrou, pela primeira vez a personagem Sharlene, que despertou o interesse Dramatúrgico do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia. 
A partir disso, Jiddu Saldanha, escreve um texto, mostrando aspectos mais profundos e misteriosos desta personagem. Sharlene é um homem/mulher e que coloca em contato com o público, um tipo de personagem, recorrente na cultura brasileira, principalmente na década de 70; que misturava religiões e linguagens, falando uma espécie de "portunhol" e contando histórias mirabolantes sobre acontecimentos que são um misto de verdade e mentira.
A cena teve sua estréia no FestSolos IV, com o ator Joãs Teodora, que teve um excelente desempenho, agradando o público e mostrando uma comédia de altíssimo nível técnico, com um tipo de interpretação inspirada no teatro "Caricatas", do inesquecível ator carioca Adagoberto Arruda. 
A força dramática de Joás Teodora, neste personagem, ainda que a peça tenha como foco a comédia, surpreendeu e encantou o púbico, ao ver, pela primeira vez, uma figura que faz parte de um folclore, praticamente esquecido, na cultura brasileira. Sharlene, representa, num certo sentido, o impacto da cultura de massa e também a mística religiosa e sincretista, do qual é revestida, alguns aspectos da vida e do cotidiano do brasileiro pobre.

Joás Teodora
O Jovem e Promissor ator de Cabo Frio, faz parte da marinha do Brasil, e cursa educação física na faculdade UNOPAR. Começou a fazer teatro em 2013, quando entrou para o OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio, era adolescente  na época, até passar para o curso noturno, que agrega jovens.
De lá pra cá, participou de algumas edições do Cenas do Oficena, com destaque para o musical "O Estrelato de Gold", de Kéren-Hpuk e Nathally Amariá, e teve grande destaque como ator cômico no inesquecível "O Salão da Otilia", com a histriônica atriz Claudia Mury. Fez parte do elenco de "O Inspetor Geral" de Nikolái Gogol e, atualmente, participa dos ensaios, como Stand By de "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuana. Tendo que alternar entre faculdade, compromissos profissionais com a Marinha, Joás deu o seu jeito e hoje, faz parte da ecologia artística de Cabo Frio, cada vez mais engajado como ator e incentivador de sua geração.

Ficha Técnica

SHARLENE, A PARANORMAL"
ATOR: JOÁS TEODORA
TEXTO E DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA 
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

A BOA MARIA DO MAR - De Letícia Ferreira.

"A Boa Maria do Mar" - Pérola Hatake
FOTO: Marcos Souza 
A cena  "A Boa Maria do Mar", é mais uma montagem do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia. Um solo teatral com a atriz Pérola Hatake e tem a direção de Nathally Amariá. O texto, escrito por Letícia Ferreira, de Arraial do Cabo, conta a história de uma mulher que vive a esperança de realização de um grande amor que partiu e nunca mais voltou, por outro lado, seu coração, espera, diante do misterioso mar de sonhos e profunda solidão, que se contrapõe à força e energia da mulher que habita a Região dos Lagos, do Rio de Janeiro.
Estreou no FestSolos IV, no dia 09 de Julho de 2017. Sua segunda apresentação aconteceu no Clube do Teatro, no dia 26 de agosto de 2017,   e marcou, também, o primeiro solo da atriz Pérola Hatake, que vem crescendo e se descobrindo, cada vez mais, no universo teatral de Cabo Frio.

Perola Hatake.
Com 2 anos de OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio, esta jovem e promissora escorpiana, de apenas 20 anos, vem construindo seu início de carreira com muita dedicação. Teve sua participação em diversas apresentações do OFICENA e já participou do festival TEEN de São Pedro da Aldeia, com uma cena curta dirigida por Jean Monteiro.
Atualmente, se preparara para suam primeira peça longa, "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna e com direção de Italo Luiz Moreira e Jiddu Saldanha.
2017 está sendo o ano de Pérola Hatake. Sábado e Domingo, agora, (Dias 09 e 10 de Setembro), ela estará fazendo mais um trabalho como estudante de teatro do OFICENA desta vez, com a direção de Pedro Carvalho, no Cenas do OFICENA 05, que será apresentado no Charitas - Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio.
Ainda em agosto de 2017, Perola fez parte da  performance "Burleske", ao lado das atrizes Nathally Amariá e Nadir Pires, que foi apresentada no Cine Mosquito 69 e na primeira edição do Clube do Teatro, mostrando, também, um puco mais da sua versatilidade e pesquisa como atriz, fazendo uma homenagem às vedetes dos cabarés brasileiros. Com toda esta história, construída em 2 anos de carreira, Pérola, agora, compõe com seu belíssimo trabalho, de atriz, o repertório do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia.

Ficha Técnica


“A BOA MARIA DO MAR”

GRUPO: TCC – TEATRO CABOFRIENSE DE COMÉDIA
ATRIZ: PÉROLA HATAKE
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: LETÍCIA FERREIRA
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Viagem ao Mundo da Mímica - 3 anos de Teatro Cabofriense de Comédia!

Depois de uma profunda reestruturação, TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, faz seu novo espetáculo Infanto Juvenil, dessa vez, conta a história da mímica e aproveita para comemorar 3 anos de existência.

Jean Monteiro e Nathally Amariá, dirigidos por Jiddu Saldanha, levam adiante o legado da mímica no Brasil, contando
uma história que viaja pelo mundo do Cinema Mundo, da bufonaria e da farsa medieval, para contar uma história simples
e plena de sentido, a história dos lendários mímicos brasileiros e estrangeiros.
Um espetáculo diferenciado, como é o próprio caminho do TCC; seu novo trabalho, visita a arte da mímica e busca mostrar para o público infanto-juvenil, a riqueza de uma linguagem que já tem mais de 70 anos de prática no Brasil, desde os primórdios, quando Luiz de Lima e Ricardo Bandeira, circulavam pelos palcos e ruas até que se formassem novas gerações dispostas a levar adiante, o legado destes dois mestres. 
A estréia ocorrida no Teatro Popular de Rio das Ostras, uma bucólica e paradisíaca cidade da região dos lagos, no Rio de Janeiro, e que fez vibrar uma nova geração de crianças e jovens que se aproximaram e descobriram, a história dos lendários mímicos, principalmente da geração 80, do qual Jiddu Saldanha, diretor do espetáculo, faz parte.
Jean Monteiro, Jiddu Saldanha e Nathally Amariá, remanescentes do TCC -
Teatro Cabofriense de Comédia, que chegou a ter 16 participantes no inicio
de suas atividades artísticas em Cabo Frio.
Viagem ao Mundo da Mímica, conta a história de dois artistas nômades, a professora Kanipoff e seu ajudante Anacleto, ambos, saem pelo mundo e, de forma divertida e feliz, narram suas histórias para quem aparecer no teatro ou na rua. Só que desta vez, a  história em questão é a arte da pantomima, contada com palavras e gestos. Kanipoff, convoca seu ajudante, para mostrar ao público, algumas pantomimas, com uma abordagem paradidática, porém, articulada esteticamente dentro de linguagem de teatro medieval e cinema mudo. Com muita esperteza, diversão e gaiatices, ambos vão desenvolvendo, no palco, sua linguagem de ator, permeada por mímica, pantomima e teatro físico.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Jiddu Saldanha
Maquiagem: Noélia Rebello
Figurinos: O grupo
Design Gráfico: Marcio Souza
Fotografia: Ricardo Schmith

Curta nosso vídeo e divulgue este trabalho. Faça contato conosco. Nos convide para sua
escola!



quinta-feira, 8 de junho de 2017

SOPA - A PERFORMANCE.

O desenvolvimento da linguagem cênica, passa por olhares diversos, que não só, e, apenas, o olhar cênico tradicional. O teatro, como o cinema e tantas outras formas de manifestação artística, são olhares e nada mais. No caso de Cabo Frio, olhares que perpassam a URBE-PRAIANA, essa profundidade abissal de formas que se transformam, conforme a cidade mergulha em seu próprio caos. Afunda e emerge, ao mesmo tempo, criando uma espécie de ciranda das essências.
Este é o material dispendido na linguagem da performance "SOPA" que estreou no Centro Cultural Lagos, nas Palmeiras - Cabo Frio, no show da cantora Sarah Dhy, dia 29 de abril de 2017, interpretando a música "Infinito Particular" de Maris Monte. 
O trabalho, desenvolvido pela atriz e estudante de artes visuais, Nathally Amairá, foi repetido no Cine Mosquito 65, dia. A concepção básica deste trabalho é para espaços onde a treatralidade, muito mais que constituída, é construída, em função do ambiente onde a proposta se desenvolve. Com "direção conceitual" de Jiddu Saldanha, é um trabalho cuja visibilidade se constrói, a partir da relação entre atriz, espaço, e platéia, para, assim, fazer brotar o momento cênico.

Sopa - A Performance 
 Atuação conceitual - Nathally Amariá Andrade
Direção conceitual - JIddu Jiddu Saldanha
Realização: TCC - Teatro Cabofriense de Comédia 
Música: Infinito Particular - Marisa Monte 
Foto: jidduks
Estreia - No Centro Cultural Lagos - Cabo Frio / RJ

sábado, 19 de novembro de 2016

CORAÇÃO DO MAR - Novo espetáculo do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia

Inspirado no movimento tropicália, a nova obra artística do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, tem a pegada de um pré-musical em formato de coro cênico. Uma mistura de gêneros artísticos onde canções são mostradas no embalo da MPB e ao mesmo tempo, interpretadas com o uso de técnicas corpo-teatrais.

Resultado de um ano e meio de ensaio que avançou entre a experiência de cantar nos cortejos de apresentações de rua, somado à busca de um repertório afinado com as pesquisas do grupo; "Coração do Mar" é um espetáculo que mostra as novas pesquisas cênicas do grupo. Utiliza técnicas teatrais como Teatro Físico, voz e nuances de teatro oriental, numa composição de coro cênico e musical de opereta, dentro de uma musicalidade contemporânea.

Início da temporada de verão, 2017, Cabo Frio - Escadaria do Teatro Municipal de Cabo Frio - RJ
 Foto: Manuela Ellon

Buscamos no repertório da MPB, músicas que dialogam com as novas gerações, sem perder o viés histórico da canção popular brasileira, fruto de profunda poesia e ritmos que extravasam a sensibilidade e o inconsciente coletivo musical de nossa cultura peculiar. Dentro dessa musicalidade, acrescentamos textos poéticos que dão energia à cena, conforme a disposição corporal do elenco avança diante do olhar do publico.
Com este trabalho, procuramos levar ao público um pouco do "viver e pensar cabofriense", onde o mar é pano de fundo, mas também é fonte inspiradora da nossa narrativa existencial. Pelo viés da narrativa cênico-musical, o espetáculo vai afirmando seu caldo cultural único, portador de nossa identidade afro-ameríndia e, portanto, universal.


"CORAÇÃO DO MAR"
FICHA TÉCNICA

Direção: Jiddu Saldanha
Dramaturgia: O Grupo
Direção Musical - Kéren-Hapuk
Maquiagem e figurinos - O Grupo
Produção: O Grupo
Fotografia: Manuela Paiva Ellon
Design Gráfico - Laboratório Criativo

ELENCO: 

Celso Guimarães Júnior, Kéren-Hapuk, Nathally Amariá, Jean Monteiro, Nadir Pires e Laryssa Rodrigues.


domingo, 24 de janeiro de 2016

"Palhaçada à Brasileira" - Estréia Nacional dia 31 de Janeiro de 2016, Praça da Cidadania - Espaço Zen

Primeiro espetáculo do grupo, criado em 2016; "Palhaçada à Brasileira" visita a arte da palhaçaria teatral com total liberdade de criação. Neste trabalho, inclui-se a linguagem da mímica teatral e do texto espontâneo criado pelo próprio ator, onde a cena, totalmente focada no jogo, busca um exercício de linguagem lúdica. Como nos velhos tempos, onde o ator medieval, utilizava apenas um roteiro de ações para mergulhar sua técnica desenvolvida em observação aguçada e muito ensaio.
O eixo principal, da narrativa de "Palhaçada à Brasileira" é o jogo da manipulação social e política, através de conflitos instantâneos entre os personagens que vão surgindo em pequenos arquétipos como "O Homem da Flor", "O Eterno mal Humorado", a "Bailarina Perdida"; figuras que vão se repetindo num jogo eterno e incompreensível para si mesmos, mas que fica claro sua função servil, numa sociedade dominada por sonhos aparentemente inatingíveis.

"Palhaçada à Brasileira"
FICHA TÉCNICA

Direção e Roteiro - Jiddu Saldanha
Dramaturgia - O Grupo
Direção Musical - Kéren-Hapuk
Preparação de Palhaçaria - Jiddu Saldanha e Dio Jaime Vianna
Maquiagem e figurinos - O Grupo
Produção: O Grupo
Fotografia: Manuela Paiva Ellon
Design Gráfico - Laboratório Criativo

ELENCO: 

Celso Guimarães Júnior: Palhaço Xurúmi
Kéren-Hapuk: Palhaça Hermetinha
Nathally Amariá: Palhaça Tizinha
Jean Monteiro: Palhaço Batata Verde
Matheus Neves: Palhaço Nevaska Palhaça
Patrick Magalhães: Palhaço Cuzcuz
Beatriz Ebecken: Palhaça Bordosa
Sarah Fortes: Palhaça Kimona
Danilo Tavares: Palhaço Risôto

SERVIÇO:
"PALHAÇADA À BRASILEIRA"
Estreia Nacional: Dia 31 de Janeiro
Praça da Cidadania - 18h.
Espaço Zen

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O Surgimento de um REPERTÓRIO

Depois de experimentar várias formas de teatro, o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, se afirmou, em 2015, pela intensa presença nas ruas e praças de Cabo Frio. Uma lembrança que a gente nunca vai esquecer. Foram 100 apresentações em um ano. Vivência única de um coletivo que cresce em qualidade e firma, cada vez mais, seus vínculos com o teatro profissional. Depois da segunda apresentação da peça "O Balaco de Baco", o grupo se arvorou pela arte da palhaçaria, fazendo uma adaptação da peça "A Notícia", de Jiddu Saldanha, criando mais uma possibilidade de intensificar sua atividade, aproveitando as ruas e praças da cidade. 
Foi com energia e sensibilidade que nasceu, um repertório de diversos trabalhos que apontaram caminhos para a realização de uma plataforma de aprendizado, necessários para dar conta de todas as técnicas utilizadas nos trabalhos vinculados ao grupo.

Nasce um grupo, nasce um repertório!
Desde que o teatro é teatro, só tem uma coisa que mantém uma companhia viva, é o seu próprio repertório; mais que necessário, para atender a demanda do público, que aumenta cada vez mais. O desafio, no entanto é juntar arte, mercado, aprendizado, técnicas e, principalmente, a satisfação do público que acompanha nossa atividade pelas ruas, praças, teatros e espaços não convencionais.

Palhaçada à Brasileira


Estudos de mímica e palhaçaria, além de um vasto exercício de entrega ao trabalho de rua, deu cancha para criação do novo espetáculo do TCC - "Palhaçada à Brasileira" com roteiro e direção de Jiddu Saldanha. No elenco: Celso Guimarães, Nathally Amariá, Danilo Tavares, Beatriz Ebecken, Patrick Magalhães, Sarah Fortes, Jean Monteiro, Kéren-Hapuk, Matheus Neves e Ludmila Galván.


Primeiro espetáculo do grupo, criado em 2016; "Palhaçada à Brasileira" visita a arte da palhaçaria teatral com total liberdade de criação. Neste trabalho, inclui-se a linguagem da mímica teatral e do texto espontâneo criado pelo próprio ator, onde a cena, totalmente focada no jogo, busca um exercício de linguagem lúdica. Como nos velhos tempos, onde o ator medieval, utilizava apenas um roteiro de ações para mergulhar sua técnica desenvolvida em observação aguçada e muito ensaio.
O eixo principal, da narrativa de "Palhaçada à Brasileira" é o jogo da manipulação social e política, através de conflitos instantâneos entre os personagens que vão surgindo em pequenos arquétipos como "O Homem da Flor", "O Eterno mal Humorado", a "Bailarina Perdida"; figuras que vão se repetindo num jogo eterno e incompreensível para si mesmos, mas que fica claro sua função servil, numa sociedade dominada pelo capital especulativo e os sonhos inatingíveis.


Cortejo Brincante - Direção coletiva

Pelas ruas de Cabo Frio, o "Cortejo Brincante" do TCC, leva
alegria e sorrisos para ruas e praças da cidade. Foto: Manuela Ellon
Nosso cortejo brincante é formado por musicas autorais e de autores outros, amigos do TCC, que permitiram que divulgássemos suas canções, outras são do cancioneiro popular. A criação de um cortejo é para trazer o público pra perto, fazendo-o dançar, viver e trocar energias com o grupo, que circula alegremente pelas ruas, fazendo pequenas paradas em pontos definidos, conforme se vai levando a música e a alegria palhaçesca para cada coração que encontramos.
A ideia nasceu durante a adaptação do espetáculo "A Notícia", enquanto se discutia novas abordagens e formas de aglutinar o público, trazendo-o para assistir a cena em si. Mas também nasceu da prospecção do novo espetáculo, "Papel Celofane", ainda em andamento, onde vamos trabalhar uma espécie de Teatroclipe, em alusão ao Videoclipe, conceito afirmado pelo audiovisual, que o TCC busca trazer para a cena teatral.
A escolha e o experimentalismo de várias canções, fez o grupo criar uma espécie de excedente, um material extra que bem serviu para a formação de um cortejo brincante, onde a cena se move pelos espaços disponíveis na cidade.

A Notícia - direção Jiddu Saldanha
Duração: 17 minutos


"A Notícia", texto de Jiddu Saldanha, numa versão exclusiva
para ruas e praças das cidades.  Foto: Manuela Ellon
Texto de Jiddu Saldanha, a peça "A Notícia" é uma cena curta, escrita inicialmente para palco fechado, pois faz parte do espetáculo de cenas curtas do TCC, "Balaco de Baco". Devido ao grande sucesso ocorrido no Teatro Municipal de Cabo Frio, "A Notícia" ganhou uma versão exclusiva para rua. A cena, conta a história de uma família totalmente contemporânea, onde cada personagem tem a marca de uma ideologia pessoal e que no fim das contas, compõe um mosaico de contradições, no melhor estilo da família brasileiras em tempos de democracia.
Para que o trabalho funcionasse nas ruas e praças, o texto ganhou uma versão totalmente nova, onde os personagens são palhaços teatrais, com caracterização e maquiagem, dando um toque de ludicidade especifica para acontecer a céu aberto. A forma circular da interpretação dos atores, estabelece um jogo divertido e descontraído, mas que, no fim das contas, faz o público pensar.


TCC Musical - Direção musical Kéren-Hapuk
Duração: 30 minutos

TCC - Musical é uma performance com canções latinas, 
alguns clássicos como "Guantanamera" e "Besame Mucho",
fazem parte.  Foto: Manuela Ellon
Devido à dedicação ao trabalho musical, o TCC passou a apostar também em performances e intervenções em espaços fechados, levando para bares, restaurantes e hotéis, seu bonito show de musicas latinas. Canções famosas como Besame Mucho e Guantanamera, fazem parte do repertório.
Com o TCC musical, o público se deleita e vive a experiência de ouvir músicas conhecidas, cantadas com um leve toque de humor que o grupo dá a cada trabalho.
A apresentação, feita de forma despojada conecta o ambiente e faz surgir um clima de pura diversão e afetividade instantânea. Cantar faz bem pra alma e, ouvir o TCC cantar, faz bem para o coração e a sensibilidade do público, que experimenta um repertório diferente e se conecta com a alegria e espontaneidade expresso em forma de canções.
O trabalho tem a direção musical de Kéren-Hapuk, que também acompanha as músicas ao violão, o grupo utiliza instrumentos de percussão e canta com ou sem microfone, parado ou se movendo pelo espaço.


Piquenique no Front
Texto de Fernando Arrabal
Direção de Jiddu Saldanha
Duração: 40 minutos

"Piquenique no Front" Centésima apresentação do TCC, na
praça da Cidadania, Cabo Frio -  Foto: Manuela Ellon

Considerado um dos mestres do teatro contemporâneo, Fernando Arrabal, nascido em 1932, na cidade de Melilha, Espanha, tornou-se um dos maiores nomes do teatro mundial. "Piquenique no Front" é, também, a primeira montagem de rua do grupo TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, na tentativa de construir um teatro acessível ao grande público de Cabo Frio, cidade marcada pela presença massiva de turistas.
A peça, foi escrita no pós guerra e é uma visão irônica e um recado claro sobre o absurdo da beligerância que separa pessoas por causa de ordens superiores de generais que parecem pensar igual, ainda que o lado escolhido seja o oposto. A peça mostra, além do desperdício de vidas humanas, o imenso vazio em que a juventude é relegada em função da falta de perspectiva de futuro. O tema, embora tratado com humor, é carregado de momentos patéticos, colocando o ser humano em toda a sua paixão, mesmo num contexto de total destruição.


Balaco de Baco - Criação coletiva 
Direção Geal: Jiddu Saldanha
Direção musical: Keren-Hapuk
Duração: 70 minutos.


"Balaco de Baco" espetáculo arrebatador.
 Foto: Manuela Ellon

É um espetáculo que: fala de um grupo teatral que descobre, uma pauta vaga, numa casa de espetáculos e,  aproveita para o mostrar seu repertório às pressas, já que a data está em cima da hora. Sem dinheiro para divulgar e pagar o elenco; o grupo corre como um desesperado para fazer o que pode e tentar ganhar um dinheiro da bilheteria para pagar um figurinista que fugiu para o Rio de Janeiro". Só existe uma saída, mostrar as cenas curtas que o grupo vinha ensaiando sem motivo.
Balaco de Baco é composto por pequenas cenas e entreatos. Um espetáculo que tem formato de folhetin antigo e conta com a participação de grande elenco, onde cada ator interpreta a si mesmo além de personagens referentes a cada cena apresentada, uma espécie de meta teatro com pinceladas de cabareth e folhetim. 

SARAU TCCexta - Produção coletiva do grupo.
Duração: a partir de uma hora e meia.


O Sarau TCCexta é um evento completo, feito pelo grupo de teatro TCC, consiste em diversas apresentações individuais e coletivas, espontâneas e dispõe de um microfone aberto para receber performances e poemas do público. A tradição dos Saraus no Rio de Janeiro é bem forte e no interior, este tipo de abordagem artística é bem confortável, porque estimula o lado criativo das pessoas presentes na platéia. O evento, é incrementado por vendas de produtos para ajudar o TCC a levar seu repertório para diversos lugares do interior do estado do Rio de Janeiro, além de sugerir algumas possibilidades gastronômicas para a ocasião.
Este evento é próprio para espaços fechados com visita garantida de pessoas que já frequentam o lugar, além de abrir para o público em geral com o total apoio dos artistas do TCC que fazem as honras da casa com uma bela ciranda, recitação de poemas e exibição de vídeos. O sarau TCCexta foi projetado para acontecer sempre numa sexta-feira. Além de atrações turísticas, o grupo constrói um varal artístico com muita poesia e pintura dos participantes e dos amigos do TCC.